terça-feira, 16 de março de 2010

Condições de vida no Brasil

O temporal desta semana é a prova das péssimas condições sociais em que se vive neste país. Faltou luz, água, telefone. Tivemos enchentes, transbordamento de canais fluviais. Mas o pior ainda estava por vir: o atendimento das concessionárias dos serviços públicos que, em sua totalidade, tiveram problemas. Começando pelos prazos falsos - liguei para uma concessionária de serviços de TV paga e internet banda larga que me presta serviço e, automaticammente, a primeira mensagem era de que estavam com problemas técnicos e que a previsão de retorno era de duas horas. Uma hora depois liguei novamente e a mensagem era mesma: previsão de retorno em duas horas. Ou meu relógio é louco ou o serviço...). A telefonia nem se fala: continuo sem telefone até agora, apesar de qualquer previsão. Fora a qualidade do atendimento. Não dá mais.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eu não aguento mais!!!

Há alguns meses, em vários momentos do dia, me pego pensando: "eu não aguento mais isso". Isso pode ser alguém jogando lixo no chão, um vizinho com som alto até altas horas da madrugada, pessoas que enganam as outras na cara dura, apenas para resolverem seu próprio lado - com a justificativa de que não tem ninguém para olhar por elas, que é cada um por si e olhe lá.
Existem várias explicações sobre como os brasileiros - falo de brasileiros (pobres, ricos e remediados, brancos, pardos e negros, jovens, adultos e velhos) porque, sem eles, o Brasil é só uma abstração - se tornaram o que são. Algumas explicações são melhores do que outras, mas estou agora interessada no futuro: continuaremos escolhendo ser o que somos?
A grande indústria midiática nos mostra todos os dias cenas de corrupção na esfera pública, na esfera estatal: essa devemos combater duramente. Mas e os pequenos desrespeitos do cotidiano? E não me refiro aqui às relações com o Estado e com a lei. Falo de não segurar a sacola de quem está em pé no ônibus (que, por sinal, no Rio de Janeiro, é sempre ruim), de desviar o olhar para a janela para não dar o lugar ao idoso ou às grávidas, de de colocar som alto em qualquer circunstância, mas especialmente depois das dez na porta da casa dos outros por qualquer razão, de tratar mal ou sequer enxergar aqueles que trabalham servindo, sequer dizendo palavras mágicas: POR FAVOR, COM LICENÇA e OBRIGADO. Não são só grandes atitudes que fazem um país decente, mas também as pequenas, mínimas que cada um de nós pode fazer e que melhorariam imensamente a vida de todos nós.
Se você também está cansado disso, considere-se convidado a, pelo menos, desabafar. Sempre, mas com a máxima educação.